Terça-feira, 21 de Abril de 2015

A dor da mentira.

Toca-me, explora-me, agarra-me e nunca mais me largues.

Quero sentir a tua mão no meu cabelo e no meu pescoço enquanto sou embriagada com o teu toque, sempre tão mágico, viciante, e pensava eu, puro.

Olho-te, mas não te vejo, estendo a mão mas não te toco, quero sentir-te, mas nada sinto.

Foste embora e eu fiquei servida com um prato de indiferença, temperado em mentiras. 

Embargada em dor, pintei um quadro de lágrimas com pinceladas de ódio, nele estavas tu, com o típico sorriso que me ofuscava e ofuscava todas as traições, todo o perfume que não era meu.

Com um copo de vinho numa mão e um cigarro na outra eu fumava-te, a ti e a tudo o que me fazias sentir. Acendo um fósforo e deixo-o cair no chão enquanto dormias na tua cama imunda.

Deslumbrava a alma do diabo a apoderar-se de ti entre todas as chamas que percorriam generosamente o álcool no chão.

Afinal, nunca fui a virgem que pensavas que tinhas ficado.

Fumei-te uma última vez.

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with love, hope às 21:40
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3 comentários:
De alaska collins a 22 de Abril de 2015 às 00:17
Adorei este texto!
De liz collingwood a 22 de Abril de 2015 às 00:31
jesus qué isto? estou mil apaixonada!
De Eva a 22 de Abril de 2015 às 19:12
intenso!

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